terça-feira, 1 de março de 2011

A Lagarta Valente


Flecha era uma lagarta. Vivia cheia de alimento em uma linda palmeira. À sua volta havia muita grama, o alimento era abundante. Quando subia nas longas folhas da árvore sentia o frescor do vendo e via outras lindas palmeiras enfileiradas. Mas ao olhar para frente Flecha via uma árvore diferente, não era uma palmeira como tantas que estavam ali, sua copa era redonda e havia muitas folhas nela. Ao fechar os olhos Flecha se imaginava subindo por seu tronco e repousando em suas folhas.
Mas entre ele e o seu sonho havia um temível caminho de pedras. Todas as lagartas falavam que não devia se passar por ali, o caminho era longo e perigoso e jamais se tinha ouvido que uma lagarta conseguira atravessar.
Durante muito tempo Fecha contemplou de longe aquela árvore e sonhou com o dia em que estaria ali.
Então num belo dia de sol, Flecha estufou o peito e disse, eu vou até aquela árvore, eu vou atravessar! Muitos não acreditavam, algumas lagartas passaram mal de tanto rir zombando dele, mas mesmo em meio às críticas e descréditos Fecha partiu.
Caminhou pela folha da palmeira, desceu vagarosamente pelo tronco, atravessou a grama e lá estava diante do terrível caminho de pedras. Gigantes de rodas atravessavam a todo tempo numa velocidade assustadora!
A pequena lagarta olhou fixamente a arvore do outro lado e começou a caminhar numa velocidade surpreendente, sentia o vento dos monstros que passavam a todo tempo por cima dele e não desistiu nem parou, apenas seguia em frente.
Foi ai que eu dirigindo o meu carro entrei pela avenida e vi Flecha no meio do seu caminho, com 50% da caminhada completada e seguindo em frente sem esmorecer, assim como tantos que passaram antes não atropelei a lagarta e tomara que ela tenha conseguido atravessar a avenida de duas faixas!
Uma pequena lagarta, de uma palmeira, de um canteiro central, de uma cidade pequena, no interior de São Paulo. Ela tinha um objetivo e com sua atitude se esforçou para alcançá-lo. Tenho visto muitas pessoas vivendo dia após dia sem esperança, sepultando seus sonhos, ou sonhando sem fazer absolutamente nada para trazer à existência aquilo que Deus plantou em seus corações.
É triste ver uma lagarta mais valente do que muita gente, mas se eu pudesse voltar e perguntar a Flecha porque que ela estava fazendo aquilo, talvez ela me dissesse: eu confio no meu Criador, até aqui (no meio da avenida) ele tem me ajudado e mal nenhum me aconteceu!
Aprenda com a lagarta valente.

No amor:
Call Moreira

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